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Barril Enchente é um programa de televisão jornalístico brasileiro apresentado pela Rede Pandeirantes. Apresentado por Boné Juiz Batina, o programa exibe o seu noticiário com casos policiais. Trata-se de um telejornal com uma linha popular, tendo bastante entradas ao vivo de repórteres de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador, Curitiba, além de entrevistas; também é muito utilizado o helicóptero para a cobertura de tragédias, e são exibidas matérias gravadas sobre crimes hediondos e bizarros.

Por causa disso, o programa já foi acusado de desrespeitar inúmeros direitos humanos.

História

O programa estreou em 17 de fevereiro de 1997, como um formato de programa de auditório, apresentado por Wilton Franco, com o nome de Brasil Verdade.

O programa reestreou em 3 de dezembro de 2001, com o nome atual, apresentando inicialmente pelo jornalista Roberto Cabrini. A partir de 10 de março de 2003, com a saída de Cabrini, José Luiz Datena assumiu o programa.[1]

Após 8 anos no comando do programa policial, Datena deixa a emissora. Em 16 de junho de 2011 Faccioli passou a apresentar o Brasil Urgente,[2] Em 30 de julho a Band confirma o retorno de Datena a frente do jornalistico .[3]

O programa é conhecido por sua polêmica, com reportagens que podem durar de um minuto a meia hora, segundo a importância dos acontecimentos. A participação de telespectadores também acontece por meio de um serviço de SMS, e as mensagens do telespectador são mostradas ao vivo.[4] Em 08 de agosto de 2011, para a volta de José Luiz Datena, o programa ganha novo logotipo e vinheta. Em 19 de junho de 2017, o noticiário ganha nova vinheta, cenário e gráficos.

Audiência

A audiência do programa sempre esteve entre as maiores audiências da Rede Bandeirantes, e crucial para outros programas da casa. Com a apresentação de Datena, o programa sempre marcou médias acima dos 5 pontos, e disputava diretamente com SBT e Record. O primeiro programa com Faccioli marcou uma média maior do que a do último programa de Datena, que marcou 6, o programa do dia 16 de julho, marcou 6,5 pontos de média, contra 6 da Record e 4,5 do SBT.[5] A alta audiência do programa naquela data, fez a Record antecipar a estreia do Cidade Alerta.[6] Após a estreia de Datena na emissora concorrente o Brasil Urgente caiu para 3,1,[7][8] enquanto o Cidade Alerta na Record manteve as médias que Datena alcançava na Band, em torno de 7 ou 8 pontos, a única emissora que cresceu foi o SBT com a exibição de Chaves, que passou de 5,4 para 7 pontos.[8] A reestreia do programa no comando de Datena no dia 8 de agosto de 2011 não rendeu muitos resultados aonde o programa ficou em 4º lugar e com quatro pontos, atrás do SBT e Record com sete pontos e Globo com 24.[9] Já o segundo dia da reestreia no dia 9 de agosto de 2011 o programa "tomou" o seu lugar no segundo lugar no ibope atrás apenas da Rede Globo e empatando com a Record mas com diferença de 1,6 pontos.[10]

Atualmente o programa vem ficando em terceiro e em quarto lugar em uma briga com a RecordTV que também exibe programa policial.

Controvérsias

Ateus

Em julho de 2010, Datena fez associações preconceituosas entre criminalidade e descrença religiosa, acusando os que não acreditam em Deus como responsáveis pela degradação da sociedade.[11] No começo de dezembro o Ministério Público Federal em São Paulo moveu ação em tribunal pedindo uma retratação com duração mínima o dobro do tempo dos comentários.[11] Esta declaração fez o programa entrar no 18º ranking "Quem Financia a Baixaria é Contra a Cidadania", que é formado por denúncias de telespectadores e pelo Comitê de Acompanhamento da Programação (CAP), onde estão como representantes mais de 60 entidades que assessoram a Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados para criar a lista com o "Ranking da Baixaria na TV".[12][13]

Demissão de repórter

Em junho de 2011, logo após a transferência de Datena para a Record, o repórter Wagner Império foi demitido da Band após ser suspeito de ter repassado informações a vereadores de Taboão da Serra que naquele momento foram acusados de fraude. A acusação era infundada e a justiça arquivou o caso. Wagner acusou a emissora de ser omissa e alegou até a produção de um vídeo institucional apresentado pela NGT na qual o repórter trabalha como diretor de jornalismo.[14]

Caso Mirella Cunha e Paulo Sérgio Silva Souza

Durante uma edição estadual na Bahia com o apresentador Uziel Bueno em maio de 2012,[15][16] uma entrevista da repórter Mirella Cunha com o detento Paulo Sérgio Silva Souza acabou em polêmica,[17] após a apresentadora denegrir a imagem do detendo o acusando de estuprador e divulgando que ele não sabia o que era o exame de corpo de delito e o exame de próstata.[18] A repórter também insistiu em dizer que, se não houve estupro, houve vontade: “Você não estuprou, mas queria estuprar”.[19] Também disse em seguida ao apresentador do programa, Uziel Bueno: "Uziel, depois você não quer que o vídeo vá para o Youtube".[20] O delegado-geral da Polícia Civil baiana, Hélio Jorge Paixão, anunciou apuraria se houve descumprimento pela 12ª Delegacia Territorial (de Itapuã) de portaria que regula a divulgação de ações policiais.[21][22] Um grupo de jornalistas divulgou uma carta se posicionando contra a forma como a reportagem foi feita.[19][23]

Em nota, a Band respondeu que “vai tomar todas as medidas disciplinares necessárias. A postura da repórter fere o código de ética do jornalismo da emissora.[15][20] A apresentadora foi afastada da emissora desde o episódio,[17] e no final do mês de maio ela foi demitida.[24][25] O entrevistado, que tem seis irmãos, é analfabeto e já vendeu doces e balas dentro de ônibus.[26] A repórter também acabou virando alvo do Ministério Público.[27]

Para o Ministério Público Federal, a entrevista apresenta indícios de abuso de autoridade, de ofensa a direitos da personalidade e descumprimento da Súmula Vinculante 11, do Supremo Tribunal Federal (STF), que limita uso de algemas a casos excepcionais.[16] O MPF também solicitou da emissora a gravação original (sem edição) da entrevista,[16] sendo que a Band teria cinco dias para entregar a fita.[16] No entendimento do Ministério Público Federal da Bahia (MPF-BA), houve trangressão à Constituição Federal no seu artigo quinto que trata dos direitos e deveres individuais e coletivos, por conta de suposta violação à imagem e à honra.[15] A pena, se houver, deve ser pecuniária, afirmou o órgão.[15]

Caso Manoel Marques Pereira

Em outubro de 2012, segundo a coluna Zapping do jornal Agora, Datena e a Rede Bandeirantes foram condenados a pagar indenização de R$ 100 mil por danos morais ao ex-motoboy Manoel Marques Pereira. O motivo foi que o apresentador acusou Manoel Pereira de ser "estuprador", "vagabundo", "canalha" e "tarado", após a veiculação da matéria em que foi preso pela Polícia Militar de São Paulo na Grande São Paulo, após uma denúncia anônima em outubro de 2003.

Até a prisão, um homem aproximava das mulheres pela moto para depois sequestrar e estuprar-las nas cidades de Santo André, São Bernardo e São Caetano do Sul, mais de 10 mulheres foram vítimas desse estuprador. O "Tarado do Capacete", como ficou conhecido, é um criminoso por estar na moto e nunca tirar capacete na hora dos crimes.

Edições locais

LocalEmissoraApresentador
Predefinição:BRAb Rede
Predefinição:BR-SP
Band São Paulo José Luiz Datena</br>Joel Datena (eventual)</br>Lucas Martins (eventual)
Predefinição:BR-SP (Interior Paulista) Band Paulista Osvaldo Torino
Predefinição:BR-SP (Campinas) Band Campinas Rodrigo Salomon
Predefinição:BR-SP (Vale do Paraíba) Band Vale Tony Bleid
Predefinição:BR-MG Band Minas Héverton Guimarães</br>Thiago Reis (eventual)
Predefinição:BR-MG (Triângulo Mineiro) Band Triângulo Edi Silva (Uberaba)</br>José Antonio (Uberlândia)
Predefinição:BR-RS Band RS Ribeiro Neto
Predefinição:BR-PR (Curitiba) Band Curitiba Val Santos</br>Laercio André (eventual)
Predefinição:BR-PR (Maringá) TV Maringá Augusto Canário
Predefinição:BR-PR (Londrina) TV Tarobá Londrina Cid Ribeiro
Predefinição:BR-PR (Cascavel) TV Tarobá Cascavel Léo Júnior
Predefinição:BR-AM Band Amazonas Braga Filho
Predefinição:BR-AP TV Macapá Maurício Medeiros
Predefinição:BR-AC TV5 Sandro de Brito
Predefinição:BR-MS TV Interativa Marcos Adriano
Predefinição:BR-RN Band Natal Luiz Almir
Predefinição:BR-RO TV Meridional Cristiane Lopes
Predefinição:BR-RR Band Roraima Aurino Silva
Predefinição:BR-PE TV Tribuna Moab Augusto
Predefinição:BR-MA TV Caxias Ricardo Rodrigues
Predefinição:BR-PA RBA TV Ronaldo Porto
Predefinição:BR-MT Rede Cidade Verde Luizinho Magalhães
Predefinição:BR-PB TV Manaíra Cacá Barbosa

As edições de Bahia, Rio de Janeiro e Distrito Federal foram extintas devido a uma série de cortes de gastos do Grupo Bandeirantes de Comunicação nas emissoras dos referidos locais.

As edições de Londrina e Cascavel são exibidas no horário integral do Brasil Urgente, de 17h50 às 18h50, com a versão nacional passando entre 16:15 17:50 . Em Cuiabá, o jornalístico é denominado "Mato Grosso Urgente", e vai ao ar das 12h30 às 14h00. Situação similar acontece com a versão do jornalístico em Taubaté, que é denominada "Vale Urgente" e é exibida entre 13h15 e 14h00. No Espírito Santo a versão local do Brasil Urgente na TV Capixaba saiu do ar durante a Copa do Mundo e não voltou mais à programação, sendo exibida somente a edição nacional em dois blocos das 17h00 às 18h50 e das 19h10 às 19h20 min de Segunda à Sexta. Aos sábados é apresentado apenas o bloco das 17h00 às 18h50.

Em 2015, a TV Goiânia encerrou a edição local do programa, apresentada por Joel Datena, filho de José Luiz Datena. Com isso, Joel passou a fazer a edição nacional eventualmente.

Edição de Domingo

No dia 17 de maio de 2015, a Band anunciou que o Brasil Urgente passaria a ter uma edição dominical a ser exibida a partir do dia 21, às 20:00, depois da programação esportiva da emissora, para alavancar a audiência do Pânico na Band que seria apresentado na sequência do jornalístico comandado por Datena. Com baixa audiência em seu primeiro dia, a Band retirou o programa dos domingos.

Logotipos

2001-2003

2003-2005

2005-2008

2008-2011

2011-2017

2017-present 


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