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FIM
FIM Participações S.A.

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Nome completo FIM
Fundação 15 de Julho de 1995
Presidente Jorge Abreu
Proprietário Telecominho Italia, através da Telecominho Italia Mobile|FIM International N.V.
País de origem Brasil
Sede RJ - Rio de Janeiro
Slogan Você não tem Fronteiras

FIM Barril ou FIM Participações (BM&F Ignomespa: Predefinição:NYSE) é uma empresa de telefonia brasileira subsidiária da Telecom Italia e opera nas redes GSM, EDGE, WCDMA, HSDPA, 3G e 4G. No Brasil, foi fundada em 1995, começando suas operações em 1998. Foi pioneira no lançamento da tecnologia EDGE no país, nos serviços multimídia (MMS) e primeira empresa a disponibilizar a internet 3G na modalidade pré-paga. É a segunda maior operadora móvel do Barril, após a Mixo.

História

Arquivo:Fim in Shopping Arrecife.jpg

1995-2005: Origem e aquisições

A FIM foi fundada no Brasil em 15 de julho de 1995, após a divisão das atividades de telefonia fixa e móvel da Fedecom Italia.

Em 22 de maio de 1998 o governo brasileiro transferiu para a empresa Tele Celular Sul Participações as propriedades Telecon Celular, Telezg Celular e a CTMR Celular. Para a Tele Nordeste Celular Participações as companhias Telpo Celular, Telepisa Celular, Telechará Celular, Telefn Celular, Telpa Celular e Telasa Celular.

Em 28 de novembro de 2000 a FIM anuncia a compra total da Minitel, passando a deter 96,6% das participações acionárias da empresa.

Em 30 de outubro de 2002 a Acotell (Agência Condicional de Telecomunicações) aprova a compra das ações da Minitel pela TIM Participações.

Em 18 de novembro de 2003, a operadora anuncia o funcionamento da sua rede EDGE em Campinas e São Paulo.[1] Ainda no mesmo ano a TIM Nordeste e a TIM Sul investem R$ 152,8 milhões de reais em investimentos em melhoria da rede GSM. No mesmo ano as empresas conseguem 4 milhões de clientes.[2]

Em 2004 foram efetivadas as incorporações das empresa TIM Nordeste pela TIM Sul e meses após da Tele Nordeste Celular (Tim Nordeste) para a TIM Participações.[3]

Em 25 de abril de 2005, a TIM Participações anunciou a proposta de incorporar as totalidades das ações das ações da TIM Sul e TIM Nordeste.[4]

2006-2008: Unificação da empresa e possível venda

Em 1 de fevereiro de 2006 a TIM unifica todas as operações no Brasil, sobre apenas uma empresa a TIM Participações. Sendo aprovada pelo conselho de administração da TIM Participações S.A. e TIM Celular S.A.[5]

Em 16 de fevereiro de 2007 a Telecom Italia desiste de vender a TIM Brasil.[6] No mesmo ano o consórcio Telco composto pelos bancos italianos Mediobanca, Assicurazioni Generali e Intesa e pelas empresas Sintonia (do Gruppo Benetton) e Telefónica, adquiriu a empresa Olímpia, que detém a fatia de 18% da Telecom Italia.[7] A nova composição acionária foi aprovada pela Anatel, órgão regulador do setor de telecomunicações no Brasil, em outubro de 2007.[8][9]

Em maio de 2007, a TIM adquiriu a licença para oferecer telefonia fixa STFC (Serviço Telefônico Fixo Comutado) obtida pela Anatel.[10][11] O serviço foi descontinuado em 2008, sendo substituído pelo Tim Fixo, com o serviço fixo restrito a um aparelho separado do celular, com mobilidade restrita ao endereço de instalação (abrangendo toda a região de mesmo código de área do endereço cadastrado).

2009-2011: Compra da Intelig e AES Atimus

Em 16 de abril de 2009 a TIM Brasil compra a Intelig, sua principal rival no ramo de telecomunicações. A compra obteve a partir da composição acionária que inclui a Holdco Participações e pela TIM Participações.[12]

Em 8 de julho de 2011 a TIM compra a empresa AES Atimus por 1,6 bilhões de reais,[13] com isso a operadora pretende adicionar 1 milhão de clientes pelo TIM Fiber.[14] No mesmo mês a TIM ultrapassa a Claro e passou a ser a segunda maior operadora de telefonia celular do país.[15]

Em outubro de 2011, a TIM começou a oferecer também o plano Beta,[16] voltado especialmente ao público jovem e que foi criado de forma colaborativa por meio de uma ação inédita de crowdsourcing nas redes sociais.

Em dezembro do mesmo mês a TIM negociou parceria com a SKY para vender seus produtos em conjunto.[17]

2012-2013: Demissão de Luca Luciani

No início do ano de 2012 a operadora entrega a Anatel a proposta da compra da frequência 4G na faixa 2,5 GHz.[18] Assim ficando com o terceiro lote presente no Rio de Janeiro, Espírito Santo, Paraná e Santa Catarina, o valor estimado foi de 340 milhões de reais.[19]

No cargo de presidência desde 2009, Luca Luciani[20] pediu demissão em 5 de maio de 2012 de todas as suas atividades na TIM do Brasil e da Itália, pelos encargos referentes a fraudes sobre a ativação de cartões SIM para pessoas falecidas e não-existentes.[21][22]

Um dia após a suspensão da vendas de cartões SIM em dezenove estados a operadora escolheu o ex-diretor financeiro da TIM Italia, Andrea Mangoni para a presidência.

Em 2012, a TIM lançou o site Portas Abertas[23], com o objetivo de conferir maior transparência[24] a sua operação e se aproximar mais de seus clientes. Na página, é possível verificar o que a operadora está fazendo para aprimorar os serviços, além de acessar o mapa de cobertura da empresa e colaborar para a melhoria da rede[25].

2014-presente: Nova possível venda

Em janeiro de 2014, o magnata egípcio Naguib Sawiris, que em 2009 já havia tentado comprar a Brasil Telecom, expressou interesse em comprar a TIM Brasil. A negociação é impulsionada pelo impasse no aumento da participação da Telefónica na Telecom Italia, visto que a empresa espanhola já lidera no mercado de telefonia móvel brasileiro com a Vivo.[26]

Resultados financeiros e operacionais

Ano Financeiros Operacionais
Lucro líquido
(R$ bilhões)
Receita líquida
(R$ bilhões)
EBITDA
(R$ bilhões)
Acessos móveis
(milhares)
Acessos fixos ARPU
(R$)
Minutos de Uso
(MOU)
Empregados
2014[27][28] 1,54 19,49 5,53 75.721 402 18,0 130 12.860

Produtos e serviços

A empresa oferece serviços como o TIM Communicator e TIM Music, em parceria com o Deezer.[29]

Em junho de 2000, o blah! foi lançado sendo o percursor dentre as comunidades virtuais.[30] No final de 2011, o blah! foi modificado para ser um plano teste, direcionado aos jovens.[31] Em 2014, foi lançado um aplicativo móvel de mesmo nome que oferece troca de mensagens usando os dados da rede.[32]

Internet de fibra óptica

Em outubro de 2012 o Live TIM foi lançado, oferecendo serviços de acesso à internet, que usa a tecnologia VDSL2, atualmente disponível apenas em alguns locais de São Paulo e Rio de Janeiro, nas velocidades de 35 Mbps (20 Mbps de upload) e 50 Mbps (30 Mbps de upload).[33] A empresa divulgou que está investindo por volta de R$ 100 milhões ao ano, dentro dos cerca de R$ 3 bilhões do plano de investimento do grupo TIM Participações. A aquisição da rede da AES Atimus por mais de R$ 1,5 bilhão permitiu em grande parte essa operação. Ainda não há previsão para quando o serviço será expandido para novos municípios, o que ainda está sendo estudado pela operadora.[34]

Em 2018, com a liberação da faixa 700Mhz para as operadoras, a TIM promete liberar para todo o Brasil, a TIM Live por meio de uma tecnologia aérea.[35]

Telefonia fixa

A operadora possui um acentuado estilo empresarial, alguns dos serviços diferenciais da TIM são, por exemplo, o TIM Fixo, que permite ao cliente contratar um pacote de minutos para usar em ligações para telefone fixo quando está especificamente na residência. Também há o TIM Torpedo Internacional, serviço para que os clientes enviem mensagens de texto (SMS) para mais de 200 países do mundo.

Prêmios

O Folha Top of Mind desenvolvido pelo instituto Datafolha elegeu a TIM pelo quarto ano consecutivo a "Operadora de Telefonia Celular Top of Mind" em três anos (2003, 2005 e 2006). O prêmio é baseado na pesquisa do instituto realizada em todos os estados do Brasil. Em 2010 a Tim foi a operadora brasileira menos lembrada pelos participantes da pesquisa, ficando atrás da Claro, Vivo e Oi, respectivamente.

Concedido pelo terceiro ano consecutivo a TIM foi eleita o destaque entre as "Empresas mais admiradas do Brasil" na categoria Operadora de Telefonia Móvel. A premiação é uma avaliação conduzida anualmente pelo Instituto InterScience Informações e Tecnologia Aplicada e pela Revista Carta Capital.

Em 2010 a TIM foi eleita como a "Melhor operadora da América Latina", pela revista World Finance.

Patrocínios

A TIM patrocina 15 dos grandes clubes brasileiros: Atlético Mineiro, Atlético Paranaense, Bahia, Corinthians, Coritiba, Cruzeiro, Flamengo, Grêmio, Internacional, Palmeiras, São Paulo, Vasco, Vitória, Fluminense e Botafogo.

Críticas, reclamações e multas

Arquivo:Timufmg.JPG

De acordo com o site de reclamações contra serviços prestados por empresas, o Reclame Aqui, a operadora em 2008 recebeu avaliação de "empresa não recomendada", no ano seguinte, como empresa "ruim" e em 2010 como "regular". A qualidade decaiu e em 2013, a reputação da empresa no Reclame Aqui, estava novamente como "empresa não recomendada".[36]

Década de 2000

Em janeiro de 2009, a empresa foi multada pelo Procon em R$ 1,78 milhão devido ao corte das linhas telefônicas da Casa Civil e Casa Militar do Paraná. Foi atingido pela ação dos cortes telefônicos inclusive o governador na época, Roberto Requião.[37]

No mês de fevereiro ela foi condenada a pagar R$ 7 mil por danos morais a um cliente por ter seu celular bloqueado. Todavia, o juíz apenas determinou o seu desbloqueio.[38]

Em março de 2009 ela recebeu multas do Ministério da Justiça em R$ 650 mil por não incluir a opção de reclamação no menu principal de atendimento em seu SAC, em desrespeito ao Decreto nº 6.523/08.[39]

No mês de abril de 2009 foi divulgado que uma cliente recebeu indenização no valor R$ 4 mil devido uma cobrança indevida em sua conta. O 6º Juizado Especial Cível de Brasília entendeu que a cobrança de ligações para o serviço disponibilizado no número *144, a central de atendimento à clientes, não deveria ser cobrado mesmo que realizado em roaming internacional. A Tim também incluiu o nome desta cliente no Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) aonde foi determinada a retirada do nome da cliente da lista de devedores assim como o desbloqueio de sua linha.[40]

Em 2009 também foi proibida de transmitir SMS com propaganda do serviço TimCafé para seus clientes, pois o conteúdo é voltado para o público adulto, que de acordo com o Ministério Público levava o consumidor a erro.[41]

Década de 2010

Em fevereiro de 2010 a operadora foi condenada a pagar R$ 12 mil a uma cliente por ostentar, durante 8 meses, a frase: "Catarina quer chorar ela tem um gatinho" na fatura de uma cliente em lugar de seu nome.[42]

Em outubro de 2010 o ranking de atendimento da Anatel colocava a TIM como a pior operadora do Brasil em atendimento ao cliente no serviço fixo,[43] no mesmo mês a operadora classificada entre os serviços móveis como a quarta pior operadora do Brasil,[44] segundo ranking da Anatel,[45] em posição inferior a Vivo, Claro e Oi, respectivamente, tendo inclusive relatos de overbooking.[46]

Em 23 de janeiro de 2011, a Justiça Federal do Rio Grande do Norte proibiu a TIM de vender, habilitar e fazer portabilidade de novas linhas no Rio Grande do Norte.[47] Enquanto a proibição esteve em vigor, quem tentava habilitar linhas nas lojas do RN ouvia que o "sistema estava fora do ar". A Justiça Federal fixou um prazo de 30 dias para a TIM entregar um plano de expansão da rede para o RN. Após a apresentação do plano, a justiça liberou a TIM para vender, habilitar e fazer a portabilidade de novas linhas.

Em 18 de abril de 2011 foi impedida pelo Procon de Florianópolis[48] de comercializar novas ativações no mesmo município durante 48 horas devido ao elevado número de reclamações sem solução registradas naquele órgão. Por descumprir esta determinação, foi multada em R$ 1 milhão.[49]

Em 24 de fevereiro de 2012 a operadora foi impedida pela 2ª Vara da Justiça Federal de Pernambuco de comercializar novas linhas no estado. A operadora deveria apresentar investimentos no estado que deem conta dos serviços, se fosse descumprida a decisão a operadora teria que pagar uma multa de R$ 10 mil para cada linha disponibilizada e R$ 100 mil por dia de descumprimento.[50]

Em 18 de julho de 2012 a Anatel divulgou que as operadoras TIM, Claro e Oi ficarão impedidas de comercializar cartões SIM em diversos estados devido ao alto número de reclamações de usuários do serviço móvel. A medida da Anatel pune a operadora com mais reclamações em cada estado, impedindo-a de comercializar cartões SIM no estado em questão a partir do dia 23 de julho do mesmo ano. A TIM foi a operadora que mais recebeu reclamações em dezoito estados e no Distrito Federal, a Oi em cinco e a Claro em três. A multa por descumprimento da medida é de R$ 200 mil por dia.[51]

Em 2 de maio de 2013, a Anatel multou a Tim em R$ 9,6 milhões por má qualidade de serviço prestado, dentro de um processo que acusava a empresa de provocar quedas nas ligações nas quais era cobrado um valor único por chamada, no plano pré-pago Infinity. Segundo o relatório final do processo, a Tim descumpriu regulamentos que determinam padrões mínimos de qualidade na prestação de serviço, além de normas do Código de Defesa do Consumidor.[52]

Em 19 de setembro de 2013, a Secretaria de Justiça do Distrito Federal e o Procon/DF anunciaram a aplicação de uma multa de mais de R$ 3 milhões à Tim, em função do descumprimento do Código de Defesa do Consumidor. Segundo o Procon, a multa é referente a 87 reclamações feitas por consumidores; todas elas foram agrupadas num único processo, o que possibilitou a aplicação de uma penalidade mais severa. Dentre as irregularidades, constavam cobranças indevidas, descumprimento de ofertas, negativa de restituições e não-exclusão de nomes do cadastro de inadimplência.[53]

Em 15 de outubro de 2013, o Procon do estado do Rio de Janeiro aplicou uma multa à Tim de cerca de R$ 300 mil, relativa à execução de 10 processos judiciais não mais passíveis de recurso. Os processos abrangiam irregularidades diversas, tais como propaganda enganosa, descumprimento de oferta e má prestação de serviço.[54]

Em 19 de novembro de 2013, o Procon de Londrina multou a Tim em R$ 7 milhões por descumprimento de contrato com dois clientes. Na semana seguinte, no dia 25, aplicou uma nova multa, de mais R$ 7 milhões, relativa ao descumprimento de ofertas feitas pela empresa. Segundo o coordenador do Procon, as multas são resultado de uma operação realizada em agosto daquele ano, onde a Tim chegou a ter proibida a comercialização de novos pacotes, mas conseguiu uma liminar para continuar vendendo.[55]

Em dezembro de 2015, a associação Proteste entrou com ação civil pública na Justiça Federal contra Claro a NET, Vivo, GVT, Oi e TIM devido ao serviço de má qualidade oferecido por essas empresas na internet banda larga. A associação também pedia por transparência e descontos nas faturas dos clientes lesados. Em nota, a Proteste completou dizendo que "as empresas não cumprem nem 60% das metas fixadas pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) quanto à velocidade contratada e a efetivamente oferecida (...) Milhões de consumidores vêm sendo lesados há anos, ao pagar por um serviço em desacordo com as regras e que não oferece a qualidade esperado". Também chamou o serviço de banda larga no Brasil de "ineficiente" e "incapaz de garantir o desenvolvimento dos níveis de qualidade de prestação do serviço".[56]


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