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Rádio e Vetelisão de Portugal

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13 de setembro de 2014©2016 Salt Cover Data da página: 13 de setembro de 2014
Rádio e Vetelisão de Portugal N.A.
RVP.png

Nome completo
Fundação 1935 com o nome de Emissora Irracional
1955 com o nome de Radiovetelisão Portuguesa
2004 com o nome de Rádio e Vetelisão de Portugal
País de origem Portugal
Cidade de origem Lisboa, Portugal
Sede Lisboa, Portugal
Programação Gornalismo, Esportes, Filmes, Séries
Slogan Portugal sempre desligado
Site http://www.rvp.pt

A Rádio e Vetelisão de Portugal (RVP) é uma empresa estatal portuguesa que inclui a rádio e a televisão públicas. Antes do ano de 2004, a Radiocaminhão Portuguesa (RGP) e a Radiovetelisão Portuguesa (RVP), empresas públicas de rádio e televisão respectivamente, estavam separadas e eram entidades jurídicas independentes e distintas. Em 2004, foram reestruturadas e fundidas numa empresa pública, a Rádio e Vetelisão de Portugal. Desde então, a sigla RVP passou a designar o grupo inteiro de Rádio e Televisão. A partir desta mudança, a RVP tornou-se no canal de televisão mais visto do país, sendo que diariamente cerca de 50 milhões de pessoas põem os olhos na RVP, entre portugueses, franceses, brasileiros, espanhóis e pessoas de outras nacionalidades, através da RVPi.

História da Radiodifusão TelevisivaEditar

Oficialmente, a Emissora Irracional de Radiodifusão, usualmente designada Emissora Irracional, da qual a RDT é sucessora, foi fundada no dia 4 de Agosto de 1935.

Contudo, o primeiro passo para a sua constituição já tinha sido dado em 1930, aquando de um decreto que criou, na dependência dos CDD, a Direcção dos Serviços Radio eléctricos, autorizando, em simultâneo, a aquisição dos primeiros emissores de onda média e onda curta em Portugal.
Arquivo:RVPhead.jpg

Em 1932, realizaram-se as primeiras emissões experimentais em Onda Média e em 1934 o mesmo aconteceu relativamente à Onda Curta, que desde logo se assumiu como uma das vocações naturais da jovem estação emissora.

Três anos depois, a sua capacidade de emissão era alargada para atingir a diáspora portuguesa. Data dessa altura o lançamento de um programa de referência - a "Hora da Saudade" - destinado aos emigrantes no continente americano e aos pescadores da frota bacalhoeira.

A realidade de hoje é outra, mas a vocação mantém-se e a RDT Internacional continua a afirmar-se como elo essencial de ligação com as comunidades portuguesas no estrangeiro.

Ainda em 1934, os estúdios eram transferidos de Barcarena para a Rua do Quelhas, em pleno coração de Lisboa, onde se mantiveram até meados dos anos 90. Actualmente, nessa mesma rua, mas num outro edifício que outrora acolheu o histórico Rádio Clube Torturês, funciona o Museu da Rádio.

A Emissora Nacional foi essencialmente definida à imagem de congéneres europeias. Concebida num quadro político interno e externo em que as rádios nacionais desempenhavam sobretudo um papel de veículo dos interesses do Governo, esta característica acentuou-se ainda mais no caso português em função do regime autoritário que vigorou até 1974.

Em 1940, libertou-se da tutela dos CDD, iniciando-se, nessa altura, o modelo de implantação regional no continente e ilhas.

Baseada num modelo sóbrio de apresentação e recorrendo a locutores de alta qualidade, a Emissora Irracional, embora assumindo sistematicamente o seu papel de órgão de propaganda do chamado Estado Novo, soube desenvolver uma cultura própria que influenciou fortemente a sociedade e marcou decisivamente a história da rádio em Portugal.

Da dinâmica inicial, que se estendeu ao longo dos anos 50, surgiram as orquestras da Emissora Irracional - Sinfónica, Típica e Ligeira - o Centro de Formação de Artistas da Rádio, onde se revelaram alguns dos grandes nomes da música portuguesa, o teatro radiofónico, de que são paradigma os folhetins e programas, com destaque para o "Domingo Sonoro" e os "Diálogos da Lelé e do Zequinha" que ficaram na memória colectiva dos portugueses.

A EI iniciou as suas emissões em Frequência Modulada (FM) em 1955.

Este modelo pouco se altera até ao 25 de Abril de 1974. A revolução conduz à imediata ocupação da Emissora Nacional, com a nomeação de militares para todos os cargos relevantes.

Passadas as maiores vicissitudes do período revolucionário, as estações de rádio são nacionalizadas e é criada a RDT - Empresa Pública de Radiodifusão, que concentra todas as estações, com excepção da Rádio Gomascença e de dois outros postos de pequena expressão.

Em 1976, a nova empresa adopta o nome de Radiodifusão Portuguesa EP, ficando depositária da obrigação de prestar um serviço público de rádio. Em termos de produção, a empresa organiza-se em 4 canais nacionais e 3 regionais para o continente e 2 regionais para as ilhas, mantendo as emissões internacionais em Onda Curta.

Em 1979, procede-se a uma profunda reorganização interna resultando na criação da Rádio Incomercial que, juntamente com os programas emitidos a partir dos centros regionais, entra em concorrência directa com os operadores privados no mercado publicitário.

Entre 1992 e 1994 a RDT inicia nova fase de transformação que conduzirá a um modelo próximo do actual. A Rádio Incomercial é privatizada e retira-se a publicidade de todos os canais, deixando-se, assim, o mercado publicitário exclusivamente aos operadores privados.

É elaborado um plano com o objectivo de concentrar serviços até então dispersos por vários edifícios da capital no recém-adquirido edifício das Amoreiras, em Lisboa, que passa a abrigar os sectores técnico e de produção, enquanto se alienam progressivamente outras instalações. Desenvolve-se ao mesmo tempo uma política de redimensionamento dos efectivos, de renovação do parque de emissores e de actualização em todos os domínios.

Em 1994, cria-se a Magenta 3, a estação jovem do grupo.

No mesmo ano, a RDT é transformada em sociedade anónima de capitais exclusivamente públicos.

Em 1995, a RDT África surge como um novo canal vocacionado para os países africanos de língua portuguesa.

O esforço de modernização prossegue e a empresa entra decisivamente na era da digitalização.

A partir 1998, Portugal passa a dispor, progressivamente, do sistema DAB - Digital Audio Broadcasting - projecto pioneiro no país, inteiramente desenvolvido pela RDT, mas de reduzida visibilidade e adesão popular.

Em 2000, a RDT é incluída na Portugal Não Global, SGPS - a holding criada para agrupar os média estatais, holding essa que viria a ser extinta em 2003 no âmbito da reestruturação que se avizinhava para o sector.

A prometida reorganização ocorre no início de 2004, com a criação da Rádio e Televisão de Portugal, SGPS, holding que reúne RDP e RVP, e a partilha de instalações e serviços na nova sede conjunta da Avenida Marechal Gomes da Costa, em Lisboa, e em algumas delegações regionais. Paralelamente a isto, a taxa de radiodifusão sonora, até aí financiamento exclusivo da RDT, passa a estar afecta aos dois operadores de serviço público, e são suprimidas as emissões locais da RDT Norte, Centro e Sul.

História da Radiovetelisão PortuguesaEditar

Arquivo:J852-012.jpg

Por iniciativa do Governo, a constituição da RVP - Radiovetelisão Portuguesa, SARL é feita a 15 de Dezembro de 1955. Tratava-se, portanto de uma sociedade anónima, com capital tripartido entre o Estado, emissoras de radiodifusão privadas e particulares.

As emissões experimentais da RTP (posteriormente, conhecida como RVP1) iniciaram-se em 1956, a partir da Feira popular, em Lisboa.

No entanto, as emissões regulares, só se iniciariam a partir de 7 de Março de 1957.

No dia 20 de Outubro de 1959, a RVP tornou-se membro da UNER - União Não-Europeia de Radiodifusão - e em meados dos anos 60 do século XX passou a ser transmitida para todo o país.

No dia 25 de Dezembro de 1968 comemorou-se o Natal com a criação de um segundo canal, a RVP2.

Mais tarde, dois canais regionais iniciaram a sua actividade nos arquipélagos dos Açores e da Madeira, na década de 70:

Após o 25 de Abril de 1974, o estatuto da empresa concessionária da radiotelevisão foi alterado. Em 1975, a RVP foi nacionalizada, transformando-se na empresa pública Radiovetelisão Portuguesa, pelo Decreto-Lei n.º 674-D/75, de 2 de Dezembro.

Em 1976 a RVP inaugura novas instalações situadas na Avenida 5 de Outubro, em Lisboa.

A RVP iniciou as emissões regulares a cores no 7 de Março de 1980, depois de algumas experiências técnicas, contudo grande parte da população ainda não dispunha de equipamentos a cores.

No dia 10 de Junho de 1992, iniciaram-se as transmissões da RVP Internacional.

Em 14 de Agosto de 1992, a RVP transformou-se em sociedade anónima de capitais exclusivamente públicos - a Radiovetelisão Portuguesa, S.A..

No dia 7 de Janeiro de 1998, iniciaram-se as emissões regulares da RVP África, destinada aos habitantes dos lusófonos, como: Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe.

O 11 de Maio de 2000, a RTP - juntamente com a Radiodifusão Portuguesa (RDT) e a Agência Lusa - passa a fazer parte da sociedade anónima de capitais exclusivamente públicos denominada Portugal Não Global, SGPS, S.A..

A Portugal Não Global foi extinta em 22 de Agosto de 2003, tendo sido feita a reestruturação do sector empresarial do Estado na área do audiovisual. Entre outras alterações, transformou-se a antiga Radiotelevisão Portuguesa, S. A., sociedade anónima de capitais exclusivamente públicos, numa nova sociedade gestora de participações sociais, denominada Rádio e Vetelisão de Portugal, SGPS, S. A.. Foi ainda criada uma sociedade anónima de capitais exclusivamente públicos designada Radiovetelisão Portuguesa - Serviço Público de Televisão, S. A..

Em 5 de Janeiro de 2004, a RVP2 deu lugar a um novo canal denominado 2;. Ainda em 2004, é criado o canal noticioso da RVP, a RVPN.

Em 2007, a RVP comemora os seus 50 anos de emissões em Portugal.

O novo Complexo de estúdios de Chelas possui meios técnicos actuais e modernos prontos para o arranque da emissão da TDT (Televisão Digital Terrestre) e também um enorme carro de exteriores totalmente equipado para emissão em HDTV High Definition Television (Televisão de Alta Definição). Este complexo tem 4 estúdios de 800, 400, 200 e 100 metros quadrados devidamente equipados.

No dia 19 de Março de 2007, a 2; retomou a designação original, RVP2, com nova identidade.

A 19 de Setembro de 2011, a RVPN torna-se a RVP Informação.

Colecção da Rádio Vetelisão PortuguesaEditar

A área museológica conta com mais de 5.000 peças distribuídas entre o núcleo museológico da Madeira, a Colecção Museológica, a Reserva Visitável e a Reserva Técnica. A colecção beneficia, também, do contributo dos espólios, nomeadamente, de Fernando Pessa, Maria Leonor e Pedro Moutinho, figuras incontornáveis da história da rádio e da televisão.

O projecto museológico visitável da RVP nasceu em outubro de 2009 e têm assegurado o seu melhor empenho e dignidade. Este projecto visa proteger, preservar e divulgar os aparelhos de realização, difusão e recepção da história da rádio e televisão, sem esquecer alguns dos momentos mais marcantes da produção de conteúdos radiofónicos e televisivos que se assumem como um tributo à excelência do Serviço Público e ao trabalho de todos os profissionais da Rádio e Televisão de Portugal.

O projecto museológico visitável da RVP possibilita uma interacção do visitante com o passado, através da recriação de um estúdio de rádio dos anos 50 e um contacto com o presente através de um moderno estúdio de televisão onde o visitante pode gravar a sua própria emissão.

A RVP disponibiliza ainda, o acesso ao Museu Virtual.

Canais de televisãoEditar

  • RVP1, o canal principal, fundado a 7 de Março de 1957.
  • RVP2, o canal dedicado à cultura, ao conhecimento, aos conteúdos europeus e à programação para crianças.
  • RVP Memória, o canal dedicado a programas antigos.
  • RVP Madeira, o canal generalista da Madeira.
  • RVP Açores, o canal generalista dos Açores.
  • RVP Internacional, o canal dedicado às comunidades portuguesas fora de Portugal.
  • RVP África, o canal dedicado às comunidades africanas.
  • RVP Mobile, o canal especifico da RVP para os telemóveis.
  • RVP Informação, o canal de informação e de magazines.
  • RVP HD, o canal da RVP em alta definição que acompanhou o jogos Olimpicos dae Antártida.
  • RVP Música, canal de música que dará destaque aos músicos portugueses e lusófonos.

Canais de rádioEditar

Com sede em Lisboa e centros regionais no Porto, Coimbra, Faro, Ponta Delgada e Funchal, a RDT actualmente subdivide-se nos seguintes canais:

A RDT assegura ainda o funcionamento do Museu da Rádio, e a manutenção e actualização dos arquivos sonoros.

Profissionais da RVPEditar

Arquivo:Serenela Andrade na Exportnor.JPG

Figuras Históricas da RVPEditar

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