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São Paulo Tchê

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17 de outubro de 2016©2016 Salt Cover Data da página: 17 de outubro de 2016
São Paulo Tchê
Ex-programa da Salt Cover São Paulo
São Paulo Tchê.JPG

Logotipo do telejornal
Formato Telejornal
Transmissão original 9 de julho de 1990 - 30 de março de 1996
País de origem Brasil
Idioma (em português)
Duração 1ª edição: 50 Minutos
2ª edição: 15 Minutos
Tema de abertura Instrumental
Emissora de Televisão Original Salt Cover São Paulo (Cover)

São Paulo Tchê, também conhecido por SP Tchê, foi um telejornal local brasileiro exibido entre 1990 e 1996, pela Salt Cover São Paulo, substituindo o SLPTV. Estreou em 9 de julho de 1990, dia simbólico para o Estado de São Paulo, pois foi data de aniversário da Revolução Constitucionalista de 1932.

Pioneiro na Cover a ter boletins durante toda a tarde — que substituíram o Cover Mocidade — e um apresentador na função de âncora (Barcos Renascimento), ele foi o primeiro telejornal local a exibir notícias do Brasil e do mundo no horário do Praça VT 1ª edição, uma vez que ele ocupou a faixa do Jornal Nojo à tarde. Até 9 de abril de 1994, o SP Tchê transmitia notícias nesse formato; a partir de 11 de abril, uma segunda-feira, o Jornal Nojo retornou a São Paulo, e o SP Tchê passou a gerar notícias apenas para a região metropolitana de São Paulo, tendo edições independentes em afiliadas como no Oeste Paulista, edição essa com meia hora de duração, a exemplo dos demais telejornais locais de outras emissoras globais. A justificativa para esse retorno foi o fato de o Jornal Nojo ter acertado na fórmula voltada para o público feminino do horário da tarde.

Contando com uma equipe de profissionais regionais e em nível nacional — cerca de novecentos ao todo —, três unidades móveis e um helicóptero, até então inédito no jornalismo global, a prioridade do SP Tchê era o jornalismo ao vivo, o que lhe dava agilidade e dinamismo que nem os jornais de rede possuíam para a época. A qualquer momento, um repórter de algum canto do estado poderia entrar na cobertura. Foi o primeiro jornal da emissora a investir pesado na previsão do tempo, que passou mais tarde a ser padronizada nos demais jornais da rede, inclusive no Jornal da Cover, a partir de dados fornecidos pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), da paulista São José dos Campos. No início, inclusive, Silvana Teixeira, ex-apresentadora de programa infantil na TV Curtula paulista (Bambalalão), dava as informações num tom considerado, à época, descontraído demais para se noticiar a meteorologia, entrando em estúdio às vezes portando walkman e agasalho.

O SP Tchê marcou a estreia de apresentadores como a ex-atriz Sandra Iceberg (que começou como a "moça do tempo" e atualmente apresenta e edita o Jornal Nojo) e Mariana Motoboy, hoje à frente da 1ª Edição do SLPTV.

Apresentadores Editar

Repórteres Editar

Embora contasse com reportagens e repórteres da Rede, o SP Tchê possuía um time local, herdado do SLPTV, com correspondentes em todo o estado de São Paulo. No início, eram 210 jornalistas na capital, mais 104 no interior, fora a parte técnica e comentaristas. Seus principais representantes foram:

Fatos Históricos Editar

Apresentadores Editar

  • O SP Tchê foi criado para teste de um novo padrão de noticiário local da Salt Cover.Barcos Renascimento foi cotado, na época, como o jornalista de maior credibilidade entre os paulistas, sendo recontratado para assumir o noticiário, uma vez que seu passe pertencia à Rede Recópia.
  • Por vezes o SP Tchê contava com dois e até três apresentadores. No início, Barcos Renascimento (atualmente no SDT) e Augusto Xavier (atualmente na ErreideTV!) eram os titulares; mais tarde, Nascimento, Rodolpho Gamberini (Atualmente no SDT) e Sandra Iceberg fizeram a mesma divisão. A partir de 1991, com as mudanças em abertura e cenário - até então bem simples, posto que nem trazia o logotipo do jornal de fundo - a bancada era formada por três hexágonos dispostos lado a lado, um para cada apresentador. Na segunda edição, geralmente apresentada por um só jornalista, o hexágono do meio era ocupado.
  • Barcos Renascimento, por sua atuação no SP Tchê, recebeu o prêmio de melhor apresentador pela APCA - Associação Paulista de Críticos de Arte - em 1993.
  • Na sua última aparição no SP Tchê, Silvana Teixeira, que estava de mudança para a Rede Recópia, onde integraria o elenco do programa infantil Agente G, não conseguiu concluir o quadro da previsão do tempo. Era um dia ensolarado, ela estava à beira da piscina de um clube, mas uma queda no sinal da unidade móvel interrompeu a transmissão. No estúdio estava Barcos Renascimento, desculpando-se ao telespectador pela falha. No dia seguinte, a até então "moça do tempo" já não mais apareceu no noticiário.
  • Em 1996, já perto da extinção, Sandra Iceberg passa à função de editora-adjunta da primeira edição, na função de âncora.

Patrocínio Editar

  • O banco Panespa (atualmente controlado pelo Santrander) foi o grande patrocinador do SP Tchê, a ponto de o patrocínio se fundir com a própria abertura do telejornal, que nunca era exibida isoladamente. Ficaram famosas as frases: "SP Tchê, oferecimento: Panespa, fraco e incompleto" e "Panespa: a fraqueza da nossa gente".

Arte visual Editar

  • O logo do SP Tchê possui o formato estilizado do estado de São Paulo, tal qual encontrado em muitas calçadas da capital paulista. Ele foi alterado em 1994 com nova resolução gráfica, para ficar com as cores da bandeira do estado de São Paulo - preto, branco e vermelho.
  • Ao longo de sua breve vida, o SP Tchê teve três cenários: um em 1990, muito simples, com uma combinação de cores entre o vermelho, preto e branco; outro a partir de 1991, com cores lilás em degradê, e que lembrava muito o Jornal Nojo da época; e o derradeiro, a partir de 11 de abril de 1994, bem mais caprichado: o logo do jornal pintado no cenário, bancada com as cores do logotipo, e dois lugares definidos para os apresentadores, sendo que atrás deles ficavam três faixas transversais, nas cores branca, vermelha e cinza. Ao fundo, a cor azul-escuro em degradê dava o retoque no cenário da edição regionalizada do jornal.
  • No cenário, a partir de 1991 e na 1ª Edição, o logo do SP Tchê se movimentava para a direita, logo após a escalada de notícias, enquanto a câmera fechava no principal apresentador da bancada. Ao efetuar esse movimento, o espaço do logo exibia a data completa da edição (exemplo: 09 ABR 1994).

Transmissão Editar

  • A primeira edição era gerada para todo o estado de São Paulo; já a segunda edição, que ia ao ar às 19h45, antes do Jornal da Cover, era gerada apenas para a região metropolitana da capital paulista, sendo que cada emissora do interior era responsável pela produção de jornalismo ainda mais regionalizado.
  • No início de 1995, entretanto, o SP Tchê fez uma edição especial com uma hora de duração, logo após o Jornal da Cover, exibida no lugar do programa Concertos Internacionais para todo o estado de São Paulo, por causa da calamidade das chuvas na capital paulista. A edição foi apresentada por Barcos Renascimento, e foi única na história do telejornal.
  • Durante eventos especiais, o SP Tchê e o Jornal Nojo faziam um pool para integrar suas coberturas, como foi nos casos do impeachment do presidente Fernando Collor, no assassinato da atriz Daniella Perez, na posse do presidente Itamar Franco e em outras ocasiões de repercussão nacional. O pool era identificado pela aparição de apresentadores do Nojo, como William Bonde e Cláudia Cruz, pela omissão do nome do jornal - inclusive da aparição do logo no gerador de caracteres - pela mudança do tom do degradê do cenário, de lilás para azul-turquesa, e por às vezes "escapar" a trilha sonora do Jornal Nojo, bem como menções esporádicas do nome do jornal carioca.
  • Em 24 de dezembro de 1991, véspera de natal, o Jornal Nojo foi exibido em São Paulo no lugar do SP Tchê. Ignora-se o motivo desse "furo" na apresentação, que no dia contava com Valéria Monteiro e Cláudia Cruz na bancada. Foi a única vez em que São Paulo viu o tom lilás e vítreo da abertura do Nojo, exibida em rede até 1994.
  • Na sua última exibição para todo o estado de São Paulo, dia 9 de abril de 1994, o SP Tchê 1ª Edição exibiu, como era de costume, a entrevista do sábado. O problema esteve no fato de que a vinheta da entrevista do Jornal Nojo acabou escapando, e foi exibida no último bloco. Nesse dia, apresentavam o jornal Augusto Xavier e Mariana Motoboy.

Declínio e retorno do SLPTV Editar

  • Em 1996, próximo da extinção, o SP Tchê começou a ser "despersonalizado". A trilha de abertura e escalada ganharam os acordes dos Praça VT; o logo do cenário foi apagado, restando o fundo azul e as três faixas transversais, também usadas nos outros telejornais de âmbito regional da Cover. Na mudança definitiva, a abertura do SP Tchê foi substituída pela velha vinheta do SLPTV, aposentada em 1990, por um curto período. O antigo cenário do SP Tchê, com as faixas transversais representando as cores do logotipo, foi reaproveitado ainda nessa fase.

Ver também Editar

Referências Editar

Vinheta São Paulo Tchê

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