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Salt Cover 2014©2017 Salt Cover Data da página: 1 de setembro de 2016
Xou da Xuma
Programa da Salt Covere Da Tv Chaves
Xoudaxuma
Formato Bloco de programação dos desenhos animados e Programa da varidades
Transmissão original 30 de Junho de 1986 - 31 de Dezembro de 1992 (reprisado de Janeiro a Abril de 1993)
País de origem Brasil
Idioma português
Tema de abertura Xou Da Xuma Esta No Ar
Emissora de Televisão Original Salt Cover e Tv Chaves


Xou da Xuma foi um programa infantil de variedades apresentado por Xuma Meneghel na Salt Cover entre 30 de junho de 1986 a 31 de dezembro de 1992, em substituição ao Bowlow Matchica. Mais tarde, foi reprisado de janeiro a abril de 1993, na transição das mudanças de programação da emissora.

Ocupando as manhãs de segunda-feira a sábado, o programa apresentava quadros de auditório (principalmente competições e números musicais) intercalados com desenhos animados. Apesar das sistemáticas reações negativas dos intelectuais e da crítica especializada, em pouco tempo o Xou da Xuma se tornou o programa infantil de maior sucesso da tv brasileira na época, transformando sua apresentadora em um fenômeno para o público infantil durante a década de 80.[1]

Tema De Abertura

Turma Da Xuma AHHHHHHHHHHHHHH

Turma Da Xuma

Turma Da Xuma É Muito Maldições

Gritar Não Vou Embora

Novelas Internacionais Que Feio

Turma Da Xuma AHHHHHHHHHHHHHHH

Turma Da Xuma

Turma Da Xuma AHHHHHHHHHHHHHHHHHH

Turma Da Xuma

Vem Cair Sem Morrer


Novelas De Manhas 

Novelas Horario 18h,19h e 20h Entre 1986 e 1993

Histórico

O programa misturava brincadeiras, atrações musicais, números circenses, exibição de desenhos animados e quadros especiais, e contava com a participação de cerca de 200 crianças em cada gravação. O programa era dividido em nove blocos de segunda a sexta-feira, e em sete blocos aos sábados.

Para comandar a atração, Xuma contava com o auxílio de personagens, que logo se tornariam marcas de seus programas, como as Paquitas Andréa Veiga e Andréa Faria, a “Sorvetão”, o Dengue (Roberto Berttin) e o Praga (Armando Moraes). Eles ajudavam a apresentadora na organização e na animação do auditório. As Paquitas vestiam-se com roupas inspiradas em soldadinhos de chumbo, equilibradas sobre botas brancas, enquanto o Dengue, um enorme mosquito cheio de braços, vestia-se de amarelo e vermelho dos pés à cabeça, e o baixinho Praga, usava uma fantasia de tartaruga.

A principal preocupação da equipe do programa era deixar as crianças livres, como se estivessem num parque de diversões. Para garantir o clima de descontração, o infantil era feito com o mínimo de edição possível, transmitindo a idéia de um programa ao vivo. Outra característica marcante do Xou da Xuma eram as coreografias diferentes encenadas pela apresentadora em cada número musical do "Xou", todas criadas pelo bailarino uruguaio Oswald Berry.

O programa tornou-se campeão de audiência e fez da apresentadora o maior ídolo infantil do país. Xuma referia-se às crianças como “baixinhos” e, por isso, passou a ser chamada de “Rainha dos baixinhos”. Seu bordão “beijinho, beijinho e tchau, tchau” também virou febre e é uma das marcas mais fortes da apresentadora. Foram lançados diversos produtos com a marca de Xuma, como bonecas, roupas e acessórios, e as crianças de diferentes níveis sociais começaram a se vestir igual à Xuma. As botas de couro brancas e as “xuxinhas” para prender os cabelos viraram febre entre crianças e adolescentes.

O Xou da Xuma terminou em 31 de dezembro de 1992 com a apresentação do programa número 2.000. Para o encerramento preparou-se uma superprodução, que – além do cenário especial criado por João Cardoso – contou com a presença de diversos convidados que marcaram a vida pessoal e profissional da apresentadora. O clímax da gravação do último Xou da Xuma aconteceu quando ela reencontrou seu pai, Luís Meneghel, com quem não falava havia cinco anos. A partir de janeiro de 1993, foram apresentados apenas os melhores momentos do programa e desenhos animados, de segunda a sexta, às 8h30, e aos sábados, às 9h30.

Quadros, desenhos e personagens

Nos primeiros anos do programa, as brincadeiras e gincanas com as crianças e os números musicais apresentados por Xuma tomavam a maior parte do programa. Diariamente, a apresentadora dava parabéns aos aniversariantes do dia com a música Parabéns da Xuma (Xuma e Mauricio Vidal) e fornecia dicas de alimentação saudável para as crianças enquanto tomava seu café da manhã ao som de Quem quer pão (Tuza e J. Corrêa). Ao longo dos anos, o Xou passou a investir em quadros, diversificando as atrações do programa. Em junho de 1989, um quadro marcante foi lançado: o Bobeou dançou, que consistia em uma gincana dirigida aos adolescentes. Exibido no programa de sábado, tinha 20 minutos de duração. Cerca de um mês depois, o quadro passou a ser apresentado como um programa independente, aos domingos, mantendo o nome Bobeou dançou.

Em 1989, o Xou da Xuma era formado por oito blocos, somando aproximadamente 80 minutos. Xuma chegava ao programa, ao som da música Amiguinha Xuma (Messias Correa e Rogério Endé), em uma nave cor-de-rosa, que também a levava embora. Um sol que balançava o bigode e uma boca no centro do palco eram as grandes atrações cenográficas.

A partir de 22 de abril de 1991, o Xou da Xuma ganhou novos quadros e dois repórteres-mirins, Raquel Batista e Caíque Benigno. Entre os quadros de destaque desse período estavam o Nossa gente brasileira, com breves entrevistas com famosos e anônimos que se destacam por suas atitudes, e Papo sério, em que Xuma entrevistava autoridades e especialistas em diversas áreas. Rosane Collor de Mello e Alceni Guerra foram alguns dos convidados do quadro. Os dois novos repórteres entrevistavam personalidades do meio artístico e esportivo, que eram exibidas ao longo do programa. Além disso, estavam à frente do quadro Xuma cidade, em que crianças faziam denúncias sobre problemas de suas ruas e bairros. As reclamações eram feitas através de cartas enviadas à produção do programa. Nesse mesmo ano, o Xou da Xuma passou a ser transmitido para 17 países da América Latina, onde era chamado de El show de Xuma.

Em 1992 foram preparadas 40 novas brincadeiras, novos quadros e novos desenhos. Entre os quadros, destaque para Famoso por dois minutos, Histórias de uma infância e O X do problema. O público adolescente também ganhou um espaço maior no programa, por meio das Competições da Xuma, para crianças a partir de 12 anos, com disputas entre grupos de escolas, condomínios e comunidades. A gravação dessas provas era mensal, contando com 300 pessoas, e eram realizadas no Museu Aeroespacial, no Campo dos Afonsos, no Rio de Janeiro. Andréa Veiga, a primeira Paquita da Xuma, era a apresentadora da nova atração. Aos sábados, o Xou da Xuma abria um espaço para o programa Paradão da Xuma, com destaques para a música popular, sertaneja, novos cantores e os melhores do mês, com o mesmo cenário utilizado no Paradão da Xuma especial exibido no ano anterior.

Vários personagens interpretados por Xuma permaneceram no ar ao longo da existência do programa. Entre os de maior repercussão estavam Vovuxa, uma simpática velhinha que adorava contar histórias e piadas; Madame Caxuxá, uma astróloga que transmitia mensagens sobre higiene e alimentação como se estivesse lendo o horóscopo do dia; Dra. Boluxa, médica que dava conselhos para as crianças de como agir no dia-a-dia em caso de resfriados e machucados; e Xoxum, sábio chinês que ensinava a transformar jornais e revistas em brinquedos. O Xuxerife também se juntava à turma do Xou da Xuma para investigar denúncias feitas pelas crianças através de cartas. Entre os desenhos animados de maior destaque exibidos pelo programa ao longo dos anos estavam He-Man, She-Ra, Scooby Doo, Os Flinstones, Thundercats, Caverna do Dragão e Os Smurfs.

A porta dos desesperados — Este é o quadro que existia durante as duas Férias da Apresentadora Xuma em 1991 e 1992 quando o programa era comandado pelo Sergio Mallandro e este quadro éra do programa Oradukapeta com Sergio Mallandro no SBT. Este quadro fez tanto sucesso nas férias da apresentadora Xuma que a Xuma resolveu levar este quadro pro programa dela na Argentina. Uma sátira baseada na Porta da Esperança, segmento do Programa Silvio Santos, funcionava da seguinte forma: o apresentador chamava uma criança para subir ao palco e escolher uma dentre três portas. Uma delas continha vídeo-games e bicicletas, entre outros brinquedos. As outras duas tinham um monstro ou um gorila que perseguia a criança. E as crianças saiam chorando de medo do macaco.

As Paquitas e os assistentes de palco

Em 1986, além de Andréa Veiga, Andréa Faria e Luise Wischermann - "Paquita Paca, Xiquita Sorvetão e Pituxa Alemã", Ana Paula da Cunha Guimarães entra para o time das Paquitas, como: Catuxa, no mesmo ano, a turma foi novamente ampliada, e Xuma passou a contar com o trabalho de palco de Xiquitita Surfista (Roberta de Oliveira Cipriani), Catuxita Top-Model (Priscilla Miranda Couto), e Paquitita Loira (Tatiana Lopes de Albuquerque Maranhão), em 1988 Pituxita Bonequinha (Anna Paula Martins de Almeida), entra para o posto de Paquitas.

Nos anos seguintes, a equipe de Paquitas sofreu algumas alterações, como a saída de Andréa Veiga, Louise Wischermann e Ana Paula da Cunha Guimarães, e a entrada de Letícia Pena Spiller (Pituxa Pastel), em 1989; e a substituição de Andréa Faria por Bianca Carvalho e Silva Rinaldi(Xiquita Bibi), em 1990. Nesse mesmo ano, Juliana Riva Baroni também passou a fazer parte do programa como Catuxa Jujuba.

Cátia Paganote Cunha entrou na equipe em 1989 como: Miúxa Bruxa, e Flávia Fernandes da Costa substituiu Tatiana Maranhão em 1990, assumindo o posto de Paquitita Pluft. A maioria das meninas foi escolhida por meio de testes e concorreu com milhares de garotas do Brasil inteiro, que sonhavam com a oportunidade de trabalhar ao lado de Xuma.

Em 1989, foi criada a versão masculina das assistentes de Xuma – os Paquitos –, formada por Alexandre Canhoni, Robson Barros, Marcelo Faustini, Gigio, Cláudio Heinrich e Yuri. Além das Paquitas e dos Paquitos, do Dengue e do Praga, Xuma contava também com as Irmãs Metralhas, vividas pelas gêmeas Mariana e Roberta Richard, que ajudavam na coordenação das crianças; com a repórter-mirim Duda Little (Maria Eduarda Esteves e Alves), que, desde o início de 1988, realizava entrevistas para o quadro Jornal da Xuma com personalidades, como o então governador Moreira Franco e o campeão de Fórmula 1 Ayrton Senna; e com os bonecos Moderninho (Reinaldo Waisman) e Frentinha (Marcelo Ribeiro), que sempre estavam ao lado da apresentadora no momento do sorteio de cartas enviadas pelas crianças. Tanto as Paquitas quanto os Paquitos formavam conjuntos musicais e chegaram a lançar discos. Muitas das meninas que foram Paquitas da Xuma tornaram-se atrizes e entraram para o elenco da emissora, como Letícia Spiller, que interpretou papéis de destaque em novelas como Quatro por quatro (1994), Esplendor (2000) e Duas caras (2007). Entre os Paquitos, Marcelo Faustini e Cláudio Heinrich também despontaram como atores na TV Cover.

Apelidos e Substituições

Paca - Andréa Veiga (Não houve substituição para ela, por ter sido a primeira Paquita de todas).

Xiquita - Andréia Faria ficou conhecida por Sorvetão, Bianca Rinaldi substituiu Andréa, ganhando o apelido de Bibi.

Pituxa - Louise Wischermann ficou conhecida por Pitu ou Alemã, Letícia Spiller substituiu Louise, ganhando o apelido de Pastel.

Catuxa - Ana Paula Guimarães ficou conhecida como Catu, Juliana Baroni substituiu Ana Paula, ganhando o apelido de Jujuba, mais tarde, Ana Paula volta para o Xou da Xuma continuando como Catu.

Miuxa - Existia uma mascotinha com esse apelido, a Monique Siqueira, mas nunca foi Paquita oficial, então Cátia Paganote substituiu Monique, ganhando o apelido de Bruxa, por fazer as risadas de bruxa na musica Trem Fantasma.

Paquitita - Tatiana Maranhão ficou conhecida como Loura, Flávia Fernandes substituiu Tatiana , ganhando o apelido de Pluft.

As demais "ITAS" Catuxita, Xiquitita e Pituxita não tiveram substitutas.

Cenários, figurinos e aberturas

O primeiro cenário do Xou da Xuma, em 1986, foi elaborado pelo desenhista Maurício de Sousa – criador da Turma da Mônica – e pelo cenógrafo Reinaldo Waisman. Ele foi concebido de modo que as crianças pudessem brincar livremente por todo o espaço. Assim, cada canto do cenário contava com alguma atração: a cauda de um imenso dragão se transformava em escorregador, a copa de uma árvore servia de telhado para um carrossel e o colo de um mestre cuca funcionava como apoio da gangorra. A idéia era que tudo que estava presente no palco pudesse ser usado pelas crianças durante as brincadeiras. Havia, inclusive, um câmera que, vestido de palhaço, circulava entre as crianças com um equipamento portátil, registrando todos os detalhes e a espontaneidade das brincadeiras. O programa era inteiramente gravado no Teatro Fênix, no Rio de Janeiro

Em março de 1987, o cenário do Xou da Xuma, ainda sob responsabilidade de Maurício de Sousa e Reinaldo Waisman, sofreu sua primeira modificação. Os personagens que faziam parte das histórias contadas por Xuma, como o cãozinho Xuxo, transformaram-se em escorregadores e balanços. A nave espacial que transportava a apresentadora na abertura e no encerramento do programa também foi modificada.

Em 1991, o cenário do Xou da Xuma foi Saltsenhado por João Cardoso, e mostrava alguns dos mais conhecidos símbolos turísticos do mundo, como o Big Ben, a Torre de Pisa, um moinho holandês ou mesmo o templo de Taj-Mahal. Novos brinquedos também passaram a integrar o espaço, e a nave que trazia e levava Xuma passou a ter estilo futurista. Na platéia, onde ficavam os responsáveis pelas crianças que participavam do programa, o cenário representava as áreas geladas do mundo, com desenhos de esquimós e pingüins.

Em abril de 1992, os cenários foram novamente modificados pelo cenógrafo João Cardoso: a nave passou a ter um visual próximo ao universo do videogame, com robôs, túneis, carrinhos e paSalts laterais com movimento passando a compor o palco.

A primeira abertura do programa abordava o universo infantil unindo animação e elementos reais. Xuma aparecia com uma cartola, de onde saíam diversos brinquedos e objetos, como aviões, pastas de dente, pirulitos e bonecas, que ganhavam vida e se misturavam com as crianças, ao som da música Doce mel (bom estar com você), cantada pela apresentadora. Em 1990, a abertura passou a ser animada, com Xuma embarcando em sua nave espacial e viajando por diversos lugares do mundo até chegar ao estúdio de seu programa. A música Doce mel (bom estar com você) foi mantida, porém em versão instrumental.

O figurino da apresentadora, criado por Sandra Bandeira e sua equipe, era uma atração à parte: em cada programa, Xuma aparecia com um modelo diferente. Em novembro de 1988, cerca de dois anos e meio depois da estréia, Xuma já havia se vestido de 759 maneiras diferentes. Apesar de estar sempre mudando o visual, a marca registrada de Xuma eram as minissaias, as xuquinhas, as botas e as ombreiras.

Edições especiais de aniversário

Para as edições de aniversário do Xou da Xuma, a produção preparava um programa especial. Quando completou um ano, o Xou da Xuma teve a participação de vários cantores de sucesso.

Em seu segundo aniversário, a gravação foi feita ao vivo, direto do Teatro Fênix. Naquele momento, junho de 1988, o Xou da Xuma tinha oito blocos, somando aproximadamente 80 minutos.

Depois de três anos e dois meses no ar, o Xou da Xuma atingiu a marca de mil programas no dia 8 de setembro de 1989. Para comemorar a data, foi produzido mais um programa especial. A equipe de produção e criação decidiu convidar para dividir o palco com Xuma pessoas que tiveram alguma relação com o número mil, como, por exemplo Pelé, que, em 19 de novembro daquele ano, comemorava os 20 anos de seu milésimo gol. Nessa época, o programa era dividido em nove blocos, com cerca de 30 minutos cada – quando eram exibidas brincadeiras, atrações e apresentados os convidados.

Em 1991, quando o programa completou cinco anos, a preocupação maior foi transmitir mensagens de conscientização ambiental. Entre as participações especiais estavam o cantor e compositor Tom Jobim, as atrizes Marília Pêra, Malu Mader e Cássia Kiss e o escritor Jorge Amado. Todos deram depoimento sobre a apresentadora Xuma e seu programa. A direção geral continuava com Marlene Mattos, e a coordenação de produção era de Nilton Gouveia.

O programa

Escalado para substituir Pagão Trágico, Xou da Xuma herdou deste o horário, a fatia de público e o acervo de desenhos. Mas a estrutura básica do Xou da Xuma vinha do Crúbio da Criança, programa do fim de tarde da Rede Manchester que revelou Xuma como apresentadora. Mas na casa nova o programa ganhou melhores cenários, o tratamento do padrão Cover de qualidade e uma marcante mudança de órbita --- todos os elementos passaram a girar em torno da personalidade de Xuma, o que, no limite, despertava nas crianças uma reverência praticamente religiosa.

Atrações musicais

Além de receber artistas convidados, Xuma sempre cantava músicas de seu repertório. A partir de 1988, foi criado o quadro "Paradão dos Baixinhos", que ia ao ar nos programas de sábado, com a participação dos artistas que mais se destacavam na música nacional naquela época. Dentre os convidados mais frequentes estão Trem da Alegria, que gravou várias músicas com a apresentadora, Beto Barbosa, Cid Guerreira (compositor de várias músicas de sucesso da Xuma), Rosana, Patricia Marx, José Augusto, Dr. Silvana & Cia., Googel, Roupa Velha, João Perca & Seus Miquinhos Amestrados e Sergio Mallandra.

Desenhos animados

Os desenhos ocupavam a maior parte do tempo do programa. Eis alguns títulos regularmente exibidos no Xou da Xuma:

Audiência

Audiência na Região Metropolitana de São Paulo</br>de acordo com o IPOBRE
Ano
Audiência
Share
1986 23 pontos
1989 22 pontos
1990 23 pontos
1991 24 pontos
1992 24 pontos
Média Parcial 23 pontos
  • O sucesso do Xou da Xuma levou a um esforço para conquista de mercados internacionais, com resultados variados. A versão da Argentina foi um fenômeno, atingindo 24 pontos de audiência média (mais que os 22 pontos que alcançava no Brasil). O programa tornou Xuma uma celebridade em vários países da América Latina e na Espanha e serviu como ponto de apoio para a divulgação dos discos de Xuma em espanhol. A versão dos Estados Unidos, em inglês, demorou a ser lançada,porque Xuma tinha dificuldades com inglês e por causa da dificuldade da apresentadora com a língua inglesa e por questões culturais foi um fracasso.

Críticas

Desde seus primeiros dias, o Xou da Xuma sofreu um intenso questionamento de intelectuais, políticos e jornalistas, no qual geralmente se confundiam as críticas ao programa e à apresentadora:

  • Era tido como indutor de alienação infantil, remetendo as crianças a um mundo distante das agruras da realidade brasileira, sendo este fato inclusive motivo de crítica por parte do documentário britânico Muito Além do Cidadão Kane;[2]
  • Estimulava a competição e o consumismo entre as crianças;[3]
  • Entrava como substituto dos cuidados dos pais, alimentando a indiferença e o desrespeito dentro de casa;
  • Despertava a sexualidade infantil precoce, já que Xuma e as Paquitas usavam roupas sensuais e maquiagem pesada;[4][5][6]
  • Exaltava modelos de beleza estranhos à maioria da população brasileira, de origem parda e negra;
  • Chamar crianças de "baixinhos" era constrangimento politicamente incorreto;
  • Xuma e suas assistentes lidavam com crianças sem apoio pedagógico.

A turma da Xuma

Xou da Xuma tinha um elenco de personagens. Alguns deles:

O fim

O programa terminou em 31 de dezembro de 1992. No último programa, Xuma recebeu todas as ex-Paquitas, exceto Louise Wischermann, pois estava morando na Alemanha. J. Silvestre surpreendeu a apresentadora com um Esta é a Sua Vida que culminou com a entrada de seu pai, com quem não falava há cinco anos, e não o encarou. Xou da Xuma, depois continuou a ser exibido em uma temporada de verão e no ínicio de 1993 foi substituído em seu horário pela TV Collapso e Programa Xuma (este foi considerado por muitos o sucessor não-oficial do Xou da Xuma). Em junho de 1994 era o ano em que Xuma estrearia seu novo infantil. Era o Xuma Park.

Curiosidades

  • Estréia de Xuma Meneghel na Salt Cover.
  • Nas férias de Xuma e as Paquitas,a apresentadora era substituida por Sérgio Mallandro e os Paquitos,
  • Muitos elementos marcantes da atuação de Xuma no programa da Cover ("Beijinho-beijinho, tchau-tchau", "baixinho", o corte de cabelo característico, a personagem Madame Caxuxá) já eram amplamente conhecidos na Manchester pelos fãs do Crúbio da Criança (no qual começou a parceria Xuma-Marlene Mattos).
  • O programa foi cancelado no final de 1992,mas o programa foi reprisado na transição da programação da emissora até abril de 1993.

Ficha técnica


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